Lançamento em:
06/11/2024
18h30
Casa de Malandro - Rua do Lavradio, 170, Lapa

Filosofia Descolonial do Candomblé Nagô propõe um mergulho nas trocas culturais e as ressignificações teológicas, geradas pelo sincretismo, que moldaram essa rica tradição. O livro vai além de questões religiosas e analisa influências que vêm de diversas fontes: afro-islâmicas, afrocatólicas, inter-africanas e afro-indígenas, tanto antes quanto depois da diáspora. Mais do que isso, o texto também mostra como o racismo e o etnocentrismo afetaram a forma como a religiosidade e a cultura afro-brasileira foram vistas e compreendidas ao longo do tempo.
Márcio de Jagun é autor de diversas obras que exploram a riqueza da cultura afro-brasileira e suas tradições. Com anos de dedicação à pesquisa e prática de religiões de matriz africana, ele se destaca como uma voz respeitada no campo. Seu trabalho abrange desde estudos sobre o Candomblé até explorações elaboradas sobre a língua e cultura iorubá, o que faz de suas obras referências no tema. Entre seus livros mais conhecidos estão: Orí: A Cabeça como Divindade, Yorubá - Vocabulário Temático do Candomblé e Ewé: A Chave do Portal.


Uma importante ferramenta para a utilização e compreensão do idioma iorubá, trazido junto com a cultura dos ancestres africanos e falado nos Candomblés, este livro coloca esta língua peculiar ao alcance de todos, pois analisa expressões devidamente separadas por assuntos, costumes e práticas, o que motiva um entendimento organizado de forma simples e de fácil entendimento. Através de explicações detalhadas, este vocabulário temático do Candomblé é uma contribuição indispensável aos estudos afros e seus inúmeros cargos, rituais, expressões e saudações, que são aqui descritos, explicados e grafados adequadamente, preservando e enaltecendo o idioma iorubá.

Orí: a Cabeça como Divindade é uma obra inteligente e indispensável pela forma como está elaborada. O Babalorixá Márcio de Jagun se revelac omo um sacerdote religioso consciente da importância das tradições orais e dos espaços possíveis para uma tradição revelada.

“Ewé: a chave do portal” apresenta pela primeira vez ao grande público, em uma abordagem inédita, o conceito de saúde e doença conforme a filosofia ioruba, a ritualística do equilíbrio físico e espiritual através do elemento vegetal. Neste livro ainda: A tradição ioruba e seus métodos terapêuticos através da aquoterapia e da aplicação do princípio ativo dos vegetais; Osányìn, a divindade ioruba das ervas: sua origem, mistérios e possibilidades; os principais rituais do Candomblé (o Sàsányìn) em todos os seus procedimentos, rezas, cânticos e metodologias; o sistema ioruba de nomenclatura e classificação das ervas, pelo gênero, princípio ativo, habitat, porte, elemento da natureza, etc.; mais de 500 ervas descritas pela aplicação litúrgica e terapêutica, conforme a tradição ioruba.

Um livro em que se aprende origem do idioma, além da gramática e da conversação. O autor propõe ao leitor exercícios de fixação, vocabulários, textos de apoio e ainda um gabarito de respostas. Desta forma, facilita o estudo individual ou em grupo. A tradução e a conversação são ainda abordadas na obra, dando ao livro uma grande abrangência aos interessados na cultura e no idioma ioruba.

Márcio de Jagun traz as mesmas reflexões a respeito do sistemafilosófico iorubá. A terra não pode ser apartada do ser humano. E esse fundamento vital é alimento para a nagologia educacional nomeada pelo autor. Em suas palavras: “É fundamento da estrutura exúdica, dacultura ioruba, construída a partir da oralidade - a potência da comunicação; da naturalidade - a relação intrínseca com a natureza;da temporalidade - o conceito sincrônico entre passado, presente e futuro; e da ancestralidade - a memória que age e interage entre vivose não vivos”.

Abilàyo, nascido da alegria é uma obra que se revela como uma ferramenta últil para implementação da Lei n° 11.645/2008 em sala de aula, assim como no dia a dia de qualquer cidadão, sendo um valioso elemento para trabalhar a quebra de preconceito e intolerância étnico-religiosa.

Esta obra oferece ao universo infantil, de forma leve e poética, a necessária reflexão sobre temas como a morte, a doença e a fé, tudo em um ambiente leve e lúdico, contextualizado na cultura iorubá. “Akin e a Visita de Àrùn” é uma obra que se revela como uma ferramenta útil para implementação da Lei nº 11.645/2008 em sala de aula, assim como no dia a dia de qualquer cidadão, sendo um valioso elemento para trabalhar a quebra de preconceito e intolerância étnico-religiosa.